:: a concha em seu ouvido trazendo o barulho do mar ::

Este espaço foi criado com o intuito de mostrar tudo aquilo que se passa na cabeça de alguém. E esse alguém pode ser tu. Um espaço com pensamentos, frases, sentimentos e tudo aquilo que tá presente na vida de cada um de nós. A busca incessante do equilíbrio. Um espaço onde podemos anteceder suspiros e adiantar desesperos. Ou não.
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:: Sábado, Junho 18, 2005 ::

O Brasil da impunidade, da corrupção, da falta de vergonha e da cara de pau

Depois de uma semana pesada em Brasília devido à denúncias de corrupção no Governo Federal só nos resta tentar esquecer por dois dias a vergonha com que nossos governantes nos fazem passar. E, mesmo desacreditados, a gente deve seguir adiante e fazer a nossa parte. Nada vai mudar, seja quem estiver no poder. Isso é fato. A esperança do povo depositada numa promessa de democracia, transparência e um país melhor foi por água abaixo. Quem não deve e não teme, dá a cara pra bater. Infelizmente não é o que se vê. Quem não teme, rebate na hora, chama pra briga. E não deixa tomarem conta. Mas não adianta. Só quem muda é a gente. Mas esse papo também já encheu o saco. Do que adianta a gente tentar fazer alguma coisa se não temos resposta pra nada? Independentemente de qualquer coisa, qualquer situação, qualquer pessoa, a gente faz a nossa. É o que resta, fazermos a nossa e vivermos da maneira que nos convém. Logicamente não passando por cima de nada nem ninguém. Apenas vivendo com aquilo que nos faz bem. E mesmo assim, dando um bom exemplo.

Clica aqui e tenha um bom final de semana!!!



:: 4:49 AM ::

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:: Sexta-feira, Junho 17, 2005 ::


... mesmo que você feche os ouvidos...

"seu beijo revela sabores
que na natureza podemos encontrar
agora está sempre presente
na minha mente
pra onde quer eu eu vá..."



:: 3:47 AM ::

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:: Quinta-feira, Junho 16, 2005 ::

O texto a seguir é de Tatiane Bernardi, que escrevia para as revistas VIP e TPM.


Eu me descubro ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo o que é seu. Eu amo tanto o seu banheiro com as combinações em verde e a chuva fina do chuveiro, que chorei essa manhã enquanto você tomava Taff-Man E e ouvia música eletrônica. Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer. Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa.

Eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora. E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca e começo a querer coisas que nem sabia que existiam. Quando a gente foi ver o pôr-do-sol na praça do Pôr-do-sol, eu, você e a Lolita, a minha cachorrinha mala, a gente ficou abraçado e a gente se achou brega demais, e a gente morreu de rir. Senti um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o nosso coração acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais.

Eu olhei para você com aquela sua jaqueta que te deixa com tanta cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo. E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro, ser mãe. E aí eu só olhei pra bem longe, muito além daquele Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia. Eu te engoli e você é tão grande pra mim que dedico cada segundo do meu dia em te digerir. E eu não tenho mais fome, mas tenho que ter fome porque não quero você namorando uma magrela.

E eu sonhei com você e acordei com você, e eu te olhei e falei que eu estava muito magrela, e você me mandou dormir mais, e me abraçou. Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Se isso não for o motivo para a gente nascer, já não entendo mais nada desse mundo. E eu tento, ainda refém de algumas células rodriguianas que vez ou outra me invadem, tentar achar defeito na gente, tentar estragar tudo com alguma sujeira. Mas você me deu preguiça da velha tática de fuga, você me fez dormir um CD inteiro na rede e quando eu acordei o mundo inteiro estava azul.

Engraçado como eu não sei dizer o que eu quero fazer porque nada me parece mais divertido do que simplesmente estar fazendo. Ainda que a gente não esteja fazendo nada. Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado. Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa.

Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança. Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão.

Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final.


:: 7:55 PM ::

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:: Quarta-feira, Junho 15, 2005 ::

Texturas

O som segue rodando no laser do CD. Na sala a penumbra da luz que ilumuna através do abajur as texturas na parede que envolvem a cortina. O controle remoto na mão aciona a mesma música assim que ela termina. Ou então aquela fita K-7 achada no fundo da gaveta do armário. No chão vinis e revistas lembram a bagunça que foi deixada pra trás. No chão, apenas os pés descalços tocam a madeira. No vidro da janela os pingos da chuva escorrem até alcançar a calçada. O cão se deita próximo ao pé do sofá e apoia a cabeça entre as patas da frente. Os rabiscos da música com letra e cifra pousam sobre o violão. A viagem é longa, alguns quilômetros. Queria sentir o cheiro por perto e os suspiros do seu sorriso ao pé do ouvido nos olhos da cor do mar. A vida corre lá fora e por dentro a saudade que nos separa.


:: 8:20 PM ::

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De batuta em batuta...

Quantos gigabytes usados com música?
27,4 GB

Último CD comprado:
The Beautiful Girls

Música tocando no momento:
Rosa Morena, Morena Rosa - Maurício Bessan e Eduardo DalRosso

Cinco músicas que tenho escutado bastante:
Luna - Beca Arruda
Ticker Than Water - Todd Hannigan
O Nego do Cabelo Bom - Max de Castro
Fields Of Gold - Sting
Tired Of Being Alone - Al Green

Cinco pessoas para quem estou passando a batuta:
Manu
Carlos
Ju
Dani
Kwan


:: 4:22 PM ::

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:: Terça-feira, Junho 14, 2005 ::

Outra margem

"... Com todas as nossas loucuras, com todas as tragédias que lamentavelmente causamos, com todo o sofrimento que geramos, ainda assim a existência tem um sentido. Ele transcende a nossa compreensão, ainda quando se nos revela. Este sentido explica o inexplicável e integra num sentido libertador mesmo os absurdos de nossa insensatez. Só com a visão da outra margem podemos compreender a existência nesta margem. Só com a visão da outra margem podemos viver nesta com serenidade. Só com a visão da outra margem podemos nascer na outra margem, ao morrermos aqui. E é a outra margem que nos propicia aqui a visão da outra margem."...


:: 2:49 AM ::

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Casa de Farinha

"Quero ver você falar o nome de quatro meninas", cantam Andréa Siqueira, Cláudia Daibert, Débora Aquino e Marta Carvalho. Brasília, que há muito não traz algo de novo, apresenta as quatro garotas que vêm mostrando o que há de melhor na nova música brasileira, sem cair no clichê da world music ou no deprê de figuras urbanas tentando manter tradição interiorana. Farinheiras furiosas, com carinhas de anjo e vozes estridentes, elas evocam os mais doces cantos - na maioria compostos por elas mesmas -, com uma raiz tão bem cravada nos ritmos brasileiros explorados pelos músicos atuais, que acabam dando aquela sensação de lembrança antiga. No segundo refrão você lembra da música (que nunca ouviu) e é quase impossível não cair na dança. Ao mesmo tempo a atmosfera agressiva urbana não consegue se desgrudar de suas músicas simples e imponentes. É importante lembrar que as moderninhas não utilizam sequer um instrumento elétrico. O agudo (e como) jorra de suas gargantas, e quem marca o baixo são os tambores potentemente envenenados de André Togni e Luciano Marques, que vão com tanta sede às suas percussões que, mesmo guiando as músicas com o espírito regional típico das folias, pousos, festas e rodas de ciranda do Brasil, acabam sem dever nada aos mais potentes beats de drum`n´ bass e trance.

Texto extraído da Revista Trip de 03/12/2002


Pra quem não sabe, o grupo Casa de Farinha foi o vencedor na categoria Melhor Grupo Regional do 3º Prêmio TIM de Música, realizado no último dia 02.

Clica aqui que tu cai direto na página da banda. E lá tu pode escutar algumas músicas.


:: 2:46 AM ::

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